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Por que Eureka

domingo, 29 de agosto de 2010

Arquimedes, matemático e físico do período helenístico (a expansão mundial da cultura grega consequente às conquistas de Alexandre, o Grande) viveu em Siracusa, na Magna Grécia (sul da península itálica), entre 287 a. C. e 212 a. C., tendo estudado em Alexandria, no Egito, em sua juventude.
É tradição afirmar-se que recebeu de Hierão, rei de Siracusa, uma incumbência difícil.  Hierão entregara a um ourives certa quantidade de ouro, para a confecção de uma coroa a ser oferecida aos deuses.  Pronta  a obra, o rei suspeitou que o ouro havia sido, em parte, substituído por prata. Não quis, porém, punir o ourives, que teria furtado dele e dos deuses, sem que a fraude pudesse ser indiscutivelmenbte provada. Desta investigação foi encarregado Arquimedes. 
Arquimedes teria levado semanas obcecado pelo problema da coroa, até que, um dia, ao banhar-se, percebeu que seu corpo ficava mais leve quando mergulhado na água.  Por causa disto, intuiu o famoso Princípio de Arquimedes: todo corpo mergulhado em um fluido recebe um empuxo de baixo para cima igual ao peso do volume do fluido por ele deslocado.  A partir desta descoberta, conhecendo-se as densidades diferentes do ouro e da prata, era possível resolver-se o problema de Hierão.
Essta história ficou famosa menos pelo princípio descoberto que pela circunstância de Arquimedes, extasiado pela solução do problema, ter -- ao que se conta -- saído da banheira como estava, nu em pelo, e assim corrido pelas ruas de Siracusa, gritando Eureka! Eureka!, que significa, em grego, achei, achei!
Homenageio, no título desse blog, o grande Arquimedes, não tanto pelas suas descobertas, mas por ter sido capaz, seja pela intensidade de sua vida interior, seja por genuíno desprezo pelas convenções, de sair nu pelas ruas sem que o respeito humano o tolhesse. Quem é livre em sua mente de tal modo que coloca o ridículo ou a censura pública no patamar de exígua importância que realmente lhes pertence, merece todas as minhas homenagens.